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22 novembro 2019

Ministério Público determina retirada de ocupações irregulares em área de Guarajuba


Ministério Público determina retirada de ocupações irregulares em área de Guarajuba

 Meio Ambiente (Sedur), foi notificada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), para realizar, em regime de urgência, a retirada de ocupações irregulares localizadas entre a faixa de areia e restinga, na Praia do Porto, em Guarajuba. A operação foi realizada nesta quarta-feira (20/11), seguindo a determinação do Ofício n° 287/2019, assinado pelo Promotor de Justiça de Meio Ambiente e Urbanismo, Luciano Pitta. No documento, o órgão estadual informa que uma possível omissão do governo municipal referente ao cumprimento da recomendação da promotoria resultaria em “pena de reclusão de 1 (um) ano a 3 (três) anos, mais multa”.

Os pertences retirados da praia foram catalogados, guardados e serão devolvidos para os respectivos donos. O secretário da Sedur, Genival Seixas, informa que durante os últimos seis meses foram feitas reuniões, vistorias e contato com os órgãos ambientais estaduais e federais, buscando a regularização e ordenamento da atividade no local. No entanto, as perícias e fotos encaminhadas para o Ministério Público atestam a falta de condições de ocupação comercial na região.

Os laudos apontam que as estruturas irregulares funcionavam sem licença ambiental, sem licença sanitária, sem autorização das secretarias responsáveis, portanto, destruindo a vegetação nativa e comprometendo de forma irreparável o processo de desova das tartarugas marinhas, sem local para descarte de lixo e colocando em risco a saúde de moradores e visitantes que consomem os alimentos e bebidas sem as mínimas condições de higiene.

De acordo com o Ministério Público, as estruturas ocupavam áreas de proteção, denominadas restinga, cuja conservação está enquadrada na Lei Federal n° 12.651/2012, “que instituiu o novo Código Florestal, o qual estabeleceu que restinga deveria ser considerada como Área de Preservação Permanente”. O mesmo entendimento é seguido pelo Ministério Público Federal (MPF) e Superintendência do Patrimônio da União (SPU), que dispõe sobre a proibição de ocupação da faixa de areia com objetos e estruturas permanentes, recomendando através de Projeto de Lei e portarias, a preservação da vegetação de restinga.

A Prefeitura deve se reunir com os responsáveis pelas estruturas nos próximos dias para determinar a devolução dos pertences.

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